Comissão da CEDEAO e OOAS Refutam alegada aprovação de Medicação CVO

07/05/2020
Bobo-Dioulasso, 06 de Maio de 2020 – Chegou à nossa atenção a história que faz as primeiras páginas na qual se afirma que a CEDEAO encomendou um pacote de medicamentos Covid Organics (CVO) a um país terceiro.
 
Desejamos desassociar a CEDEAO e a sua instituição da saúde, a Organização Oeste Africana da Saúde (OOAS), desta alegação e informar ao público em geral que não encomendamos a referida medicação, CVO.
 
Como parte do seu mandato de proteger e melhorar a saúde da população da região, a OOAS continua empenhada em promover práticas e produtos racionais da medicina tradicional no espaço CEDEAO e, ao longo dos anos, tem trabalhado de forma coerente com os Estados membros para investigar cientificamente os medicamentos à base de plantas de eficácia comprovada. Os referidos produtos estão documentados na Farmacopeia de Medicamentos Tradicionais da CEDEAO, a segunda edição da qual será publicada nas próximas semanas. Do mesmo modo, num passado muito recente, a OOAS identificou, sustentou e apoiou centros de excelência em medicina tradicional no espaço CEDEAO.
 
Estamos cientes de que foram feitas várias alegações de uma cura da Covid-19 em diferentes partes do mundo, mas só podemos apoiar e endossar produtos que se tenham revelado eficazes através de estudos científicos. Por esse motivo, a OOAS está a colaborar com parceiros relevantes incluindo a OMS, Africa CDC, consórcios de pesquisa nacionais, regionais e internacionais para promover a busca científica de uma cura. Estamos a trabalhar com os Estados membros sobre alguns dos medicamentos disponíveis para ensaios clínicos e para uso compassivo em determinados casos graves. Alguns dos centros de excelência da medicina tradicional no espaço CEDEAO também estão a investigar produtos de potencial eficácia.
 
A Comissão da CEDEAO e a OOAS continuarão a focalizar os esforços sobre as decisões tomadas pelos Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO na sua recente cimeira sobre a luta contra a Covid-19, uma das quais é reforçar a cooperação entre os Estados membros em pesquisa, formação e partilha de experiência em questões da saúde em geral e da luta contra a Covid-19 em particular.